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#barril
​O Barril da Eternidade ​ ​No princípio, o silêncio era a única vinha, E a pedra, em camadas, o tempo continha. A raiz é o raio que o escuro devora, Buscando o amanhã na carcaça de outrora. Não nasce uma planta; desperta um destino, Pois o xisto é o corpo de um d Deus que é menino. ​O barril não é vácuo, é um cofre sem esferas, Onde o mosto transmuta as suas quimeras. Ali, no abandono do mundo lá fora, O sangue da terra não teme a sua hora. A madeira é o livro, o vinho é a tinta, Escrevendo a memória que a morte não sinta. ​ E o oxigénio ensina o tanino a voar. O que era matéria faz-se agora oração, Um pacto de estrelas na palma da mão. A magia não mudo o que a uva nos traz, Ela apenas liberta o que o tempo é capaz. ​ ​Não provas um lote; comungas a Lei, Do único reino onde o xisto é o rei. Cada garrafa é um sol que se deixa prender, Um pedaço de vida que não quer morrer. Bebe o poema, o fado, a arquitetura... Pois quem prova este verso, na luz perdura, Buscando prazer nesta nobre aventura. Victor Marques ​
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Feb 14
Feb 14, 2026 at 5:02 PM UTC
O Barril da eternidade