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#antepassados
Sangue dos Meus Antepassados Douro  sublime Do barro quente nas mãos da avô, brotava o suor bênção feita em pó. Era a terra quem mandava, sim senhor, com honra, com dor, com verdade e amor. Sol tórrido das tardes de julho a arder, o canto das cigarras fazia-me adormecer. E os meus olhos ardiam a ver o poente, como quem espera que  Deus salve o não crente. Videiras, raízes, troncos calados, sobreiros velhos, zimbros cansados. Homens duros como a cepa da Touriga, Inanimados com tanta fadiga. Mulheres firmes, ousadas, sem igual, como pedras do lagar tradicional. Nos lagares, a alma pisa a vida, e o tempo esquece qualquer ferida. Torradas feitas em lareiras do passado, azeite espesso, denso, abençoado. Ai, figos secos da infância sentida, deixai o Douro ser sonho e ser vida. Este Douro, meu sangue, minha alvorada minha terna saudade. É berço dos homens com verdade, dos que lavram, suam, cantam em liberdade, E sepultados serão nas vinhas da eternidade Victor Marques Douro Valley
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Jul 17, 2025
Jul 17, 2025 at 12:09 PM UTC
Sangue dos meus Antepassados Douro sublime