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não sinto, sou poeta que finge as mulheres que amo vieram de copos de uísque sobre a madeira dos móveis cegos na madrugada. não sinto, já sou anestesiado fui ultrajado pelo amor e a sorte já não me quer mais. agora sou amante das palavras dos versos jogados à mesa de bar já não mais sinto o doce da vida o amargo de nicotina, é o que me restou um uivo perdido à beira da calçada cinzas num cinzeiro velho na estante da sala estou coberto por cicatrizes invisíveis bêbado largado nas entrelinhas de um poema sem rima
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May 29, 2013
May 29, 2013 at 7:20 PM UTC
Cinzas e uísque
não sinto, sou poeta que finge as mulheres que amo vieram de copos de uísque sobre a madeira dos móveis cegos na madrugada. não sinto, já sou anestesiado fui ultrajado pelo amor e a sorte já não me quer mais. agora sou amante das palavras dos versos jogados à mesa de bar já não mais sinto o doce da vida o amargo de nicotina, é o que me restou um uivo perdido à beira da calçada cinzas num cinzeiro velho na estante da sala estou coberto por cicatrizes invisíveis bêbado largado nas entrelinhas de um poema sem rima
goldenhair
Written by
Brazilian
May 29, 2013
May 29, 2013 at 7:20 PM UTC
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