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Ajaezado de delírios e feitiços, Ecoa um canto na noite impura, Preso aos grilhões da fria sepultura, Sob o olhar febril de um diabo catiço. Desviemos o olhar de nossa origem, Eternos na maldição do infinito, Bebendo o êxtase da última vertigem, Erguemos a sombra em profano rito. E quando o abismo abrir sua boca, Seremos pó na brasa que consome, Um coro de trevas em língua louca, Chamando os deuses que já não têm nome. Enterrar a quimera do supremo sonho Segregar toda a verdade Conhecer a íntima realidade E peder-se em outro sonho!
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Aug 23, 2025
Aug 23, 2025 at 6:30 AM UTC
Nostalgia de um Não-Ser
Ajaezado de delírios e feitiços, Ecoa um canto na noite impura, Preso aos grilhões da fria sepultura, Sob o olhar febril de um diabo catiço. Desviemos o olhar de nossa origem, Eternos na maldição do infinito, Bebendo o êxtase da última vertigem, Erguemos a sombra em profano rito. E quando o abismo abrir sua boca, Seremos pó na brasa que consome, Um coro de trevas em língua louca, Chamando os deuses que já não têm nome. Enterrar a quimera do supremo sonho Segregar toda a verdade Conhecer a íntima realidade E peder-se em outro sonho!
Othon
Written by
M/Southern Brazil
Aug 23, 2025
Aug 23, 2025 at 6:30 AM UTC
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