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Cisne da Noite, em lágrima suspensa, Tu flutuas nas águas do Delírio, E o teu cantar — um lúgubre martírio — Ecoa em vão na abóbada da ofensa! Das minhas crenças és a recompensa: Fantasma azul do extinto rosicler, Que arrasta o véu do amor no amanhecer E o prende ao nada — sombra que não pensa! Doce espectro do sonho que não volta, Levas no peito a auréola sepulta Das ilusões que o Tempo fez divinas... E quando a aurora o céu em sangue esmalta, Tu morrerás — em asa que se exalta — No beijo ardente das vis serpentinas!
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Oct 11, 2025
Oct 11, 2025 at 2:17 AM UTC
Cisne da Noite
Cisne da Noite, em lágrima suspensa, Tu flutuas nas águas do Delírio, E o teu cantar — um lúgubre martírio — Ecoa em vão na abóbada da ofensa! Das minhas crenças és a recompensa: Fantasma azul do extinto rosicler, Que arrasta o véu do amor no amanhecer E o prende ao nada — sombra que não pensa! Doce espectro do sonho que não volta, Levas no peito a auréola sepulta Das ilusões que o Tempo fez divinas... E quando a aurora o céu em sangue esmalta, Tu morrerás — em asa que se exalta — No beijo ardente das vis serpentinas!
Othon
Written by
M/Southern Brazil
Oct 11, 2025
Oct 11, 2025 at 2:17 AM UTC
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