Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
ruiserra
ruiserra
Portuguese pensador . escritor . fotógrafo
do teu corpo saem palavras pensamentos profanos da simplicidade do teu traço saem rabiscos desenhos fotográficos com a tua alma de grafite esmagas vidas no cadafalso da praça crias personagens cenários teatrais vives sobrevives entre a criação e a morte e em cada risco ensaiado definhas em pó amargurado
0
Sep 11, 2015
Sep 11, 2015 at 6:10 AM UTC
Lápis
escrevo letras palavras frases com o sangue que me alimenta tentativas frustradas de versar dançam nesta singela folha onde a criatividade está ausente, na poesia sou apenas um trolha decidi escrever, escrever, escrever sobre o quê, nunca me apercebi até ao dia, ao momento em que decidi escrever para ti e escrevi letras palavras frases sobre o amor que existe em mim
0
Sep 11, 2015
Sep 11, 2015 at 6:09 AM UTC
Escrever
incenso (arde lentamente) golpe traçado o sangue escorre marcas das cordas do violino na tua pele aromas o fumo ofusca cega respiração deliciosa canela . sândalo . jasmim sufoco numa mescla de aromas fumo um mero aroma uma memória um sonho vivido
0
Sep 11, 2015
Sep 11, 2015 at 6:07 AM UTC
Aromas
escorre a tinta papel linha após linha bocados de mim fluem no teu olhar respiro o coração bate sinto o teu odor quando não tenho sono venho para aqui rascunhar
0
Sep 11, 2015
Sep 11, 2015 at 6:06 AM UTC
A insónia é um dom
chiadeira pop o copo esvazia-se l e n t a m e n t e a língua entorpece as lágrimas suicidam-se na biqueira da bota vómito bebe mais um copo e continua a beber e continua a beber e continua a beber porque é bom! porque gostas! é bom sentir o cheiro da erva húmida pela manhã contemplo um inferno pessoal
0
Sep 11, 2015
Sep 11, 2015 at 5:59 AM UTC
Mata-te, com o que amas
o que sou sou poeta! escrevedor de palavras que rimam e desafinam captor de emoções intemporais e outras mais conhecedor da alma sofredora escrevedor de sons dos maus e dos bons sou escritor! de pena da dor sou artista! pintor de sentimentos abstractos nem sempre exactos sou poeta! sou escritor! sou artista! uma espécie de alquimista faço obras magistrais crio beleza intemporal e o que sou? sou uma pessoa normal
0
Sep 10, 2015
Sep 10, 2015 at 6:02 AM UTC
A arte
oh! taças, na memória, vividas. oh! taças de vinho tão cheias. oh! castas lembranças erguidas em tabernas de gente tão cheias... oh! castas antigas... de porte. oh! castas lembranças vividas. oh! taças cheias de morte tão tristes me foram em vida. oh! turbulentas lembranças que me trazem essas taças em tristes desesperanças. mas oh! taças erguidas em vão erguidas à vida tão cheias tão cheias de solidão.
0
Sep 10, 2015
Sep 10, 2015 at 5:28 AM UTC
À noite na taberna
amanhece o sol brilha o corvo ri tudo parece perfeito sob o céu um jogo emerge ódio . medo . violência o corvo esvoaça a morte brilha nos olhos das crianças um fogo invisível dilacera o todo o verbo emerge a terra morre
0
Sep 9, 2015
Sep 9, 2015 at 6:04 AM UTC
Medo, verbo e morte
onde reina a paz neste reino de especulações? onde reina a sinceridade neste mundo de maldade? e nesta minha nova convicção recorro à malícia da razão e procuro na plenitude do orgasmo se o antídoto será o sarcasmo procuro agora seduzir o nirvana recorrendo às virtudes duma cigana.
0
Sep 9, 2015
Sep 9, 2015 at 6:00 AM UTC
Cigana
procuro na noite uma silhueta que se esconde procuro na noite o sentido que me ofusca a mente procuro na noite a essência do meu ser imaginário escondo da noite este meu lado sombrio esta sina traçada por uma cigana amaldiçoada
0
Sep 9, 2015
Sep 9, 2015 at 5:55 AM UTC
Procuro na noite