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luis-carneiro-ferreira
Sei-te intrépida. Cingida ao que não sabes, na constante manifestação dos sentidos exacerbados. Atenta, constantemente inconstante... Afirmação exclamativa do que toda a gente deveria ser. Uma alma manifestada, uma calma que sabe que vai longe; que sabe que o longe é aqui, e que, sem pressa, se apressa em lá chegar.
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Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:32 AM UTC
Sei-te
Vais na noite calma: olhar-sono como se de um aceno se tratasse. Calcando o vapor que o sol que agora se põe liberta. Herói cansado que salva o dia nefasto. Dorme a preguiça que o teu corpo exalta; queda-te em sonhos mil e em mil embaraços. Sê neles o mundo e neles - um abraço.
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Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:31 AM UTC
O vapor e um aceno
se soubesses do êxtase que me atinge quando te tenho comigo em quatro paredes não partirias, te quedarias. ò bela safira não vás.
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Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:30 AM UTC
Poema para cada despedida
E por te amar, assim, julgo ser névoa passageira, e todas as correntes do mar agrilhoado
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Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:28 AM UTC
Névoa
Os teus olhos tristes são anjos que choram. Paredes rasgadas e eu sem estrada para percorrer. São setas em fogo. E eu ardo nelas. Arde em mim o olhar que quero rasgado num sorriso.
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Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:27 AM UTC
Setas em fogo
Se o meu abraço fosse tão longo que te alcançasse. Enredado nos olhares mais sombrios e no sorriso mais solarengo. Seria casa. Seria um forte. Seria um bravo, um valente, que entre abraços desafiasse a morte.
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Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:27 AM UTC
Uma casa, um forte
Que a vida fosse sempre assim uma espera. E o teu olhar pousado sempre no meu. Como uma quimera. A imagem de morar numa casa diante da tua. A vã esperança, que de longe, te conseguisse escutar.
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Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:25 AM UTC
Olhar Repousado