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juliet-r
juliet-r
Roça o mundo enquanto cais Era tudo cinza demais Sem mal em fugir As nuvens cegam-me Tudo enovoado Quero ver as flores do jardim Sentir o que não tenho As cores a enrolarem-me num abraço Sentir aroma a alecrim Não sou cobarde Mas procuro coragem Para libertar-me dos medos Dos receios, dos nervos E procurar o sol Ser guiada por ele E mesmo que caia em devaneios Em novos receios Saber voltar ao lugar Onde posso ver o jardim Sentir o abraço das cores E cheirar o alecrim.
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Aug 16, 2021
Aug 16, 2021 at 5:58 PM UTC
Jardim.
you leave me gasping for air suspended in the clouds in the verge of falling without a parachute feeling the sun against my face and watching the moon behind me not scared to fall because I already fell for you
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Apr 3, 2021
Apr 3, 2021 at 5:26 PM UTC
Untitled
words of love only make sense when they're about you my universe was missing your world in it we are a dream that I want everynight till the end of days i'm scared everyday you realize i'm not anymore the girl you fell in love with it haunts my dream of us threatening to taint our combined world i thought you could never find me
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Apr 3, 2021
Apr 3, 2021 at 4:29 PM UTC
Untitled
too scared that I'm not the girl you fell in love with at least, not anymore
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Apr 3, 2021
Apr 3, 2021 at 4:21 PM UTC
Untitled
cada palavra antiga que leio cada emoção que remexo relembra toda a dor empacotada naquele conjunto de palavras sentido aquele sabor de amargura na boca aquela sensação de cegueira sem conseguir respirar sem conseguir ser aquilo que realmente era com vontade de rasgar-me a pele vontade me trancar longe do mundo de nunca mais cantar a dor do peito e não voltar a ter que querer. esta crueldade que é amar esta rudez que é sentir a intensidade de mil mares apenas rompe o mundo inteiro de dentro de mim apenas salta para fora um coração remendado durante anos que vou lavando a alma de toda a dor sentida, de todos as vezes que me partiram mais um pouco, de todos os cacos que tive de apanhar, de todas as lágrimas. de todas as vezes ergui-me e a esperança ainda se mantêm intacta ingénua de que um dia mudará, nem que seja temporariamente que não seja um final doloroso e sombrio que seja só um virar de página, sem precisar de a rasgar.
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Mar 21, 2020
Mar 21, 2020 at 4:50 PM UTC
coração remendado
Empty minds Full of shadows Everything is hollow Maybe I'll be out of here Need to feel full All this emptiness reminds Of all of your no-shows You would say you would follow Even in the darkness You would follow You're gone to nowhere You can't be found I just wanna know where I'm falling to the ground Without your touch Is that too much? I want you around me It's too cold without you You got me off the floor Just to leave me right there again I lost my flow Why are you not with me? We saved each other You only needed me then Now I'm nothing to you.
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Nov 28, 2019
Nov 28, 2019 at 7:30 AM UTC
You are gone
The ocean calls my name I stare at the waves I feel free of shame As the foam washes my feet As it saves I feel complete All I can do, my dear heart Is to keep going Maybe I will depart It's oh so unknown I will be growing I'll make it on my own.
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Oct 4, 2019
Oct 4, 2019 at 6:24 PM UTC
Make it
Sinto a areia entre os meus dedos. Sinto o cheiro do mar a invadir-me. Sinto a calma que me transmitem as ondas. Um dia na praia. Um dia em que desaparecem os medos Em que a paz me-os tenta dissuadir Com as mais puras sensações. Um dia em que me sinto eu Sem dar explicação. Durante os meus dias, Este é o meu apogeu O mais alto ponto O maior clímax Da felicidade que sinto. Respiro toda a tranquilidade Tento que esta fique em mim E me faça rugir em prol de viver... Que em vez da sobrevivência Eu tenha que optar pela vivência Optar pela respiração voluntária E não apenas na involuntária por obrigação. Basta querer. Arranjar poder. De me poder mover. E repor vontades E liberdades. Respiração ofegante. A nostalgia lembra o proibido. A Saudade amassa e esbofeteia O ilícito, o ilegal, o que não tem.... A permissão de ser lembrado Para cá entrar e marca deixar.
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Apr 5, 2015
Apr 5, 2015 at 7:43 PM UTC
Um dia na praia
A melancolia do ser adormece a intenção de ressuscitar o movimento que nos mantém acordados. Pertenço à lua com a mente e alma e com os pés à terra. Não deixo que esta sensação de dormência me levite para outra dimensão, já que para lá vou a toda a hora. Sinto-me presa a outro universo, sinto-me longe de onde estou. Estou onde não devia de estar, distância permanente dirigida como um obstáculo intermitente. Lanço à água a mágoa que aprisiona o coração. A alma quer ir atrás. Relembro-lhe que é a alma, juntamente com a mente, que me faz pertencer à lua. Sem ela não sou nada. Mesmo que escura ou a brilhar, eu não sou nada. A alma faz de mim um todo e com ela sinto-me viva. O que somos nós sem a nossa essência? Um vazio gigantesco. Somos um nada desprovido do todo. Sempre que perder os pedaços do meu espírito em alma, perco pedaços de mim. Mesmo que esta já não seja pura, clara, límpida. Mesmo que já tenha habitado nela a escuridão, a obscuridade, a negridão, o abismo dos meus medos e receios. Sem ela sou um nada. Purifico a alma. Com o que? Com amor. Amor por tudo o que amo e por todos os que me amam. Sentir-me de coração cheio limpa o ***** Ou pelo menos, ajuda. De energia clarificada, deixo de novo a mente e a alma na lua e assento os pés na terra.
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Feb 27, 2015
Feb 27, 2015 at 4:51 PM UTC
A alma.