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futuraLispector
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Eu te perdoei por cada sombra que deixou na minha mente, mesmo sem ouvir da tua boca a palavra que eu esperava. Perdoei cada vento frio que entrou no meu peito por tua causa, cada rastro de tempestade que você deixou nos meus dias. Mas quando penso em você, há uma corda invisível que me prende no lugar, um peso que nem a música mais doce consegue levantar. Digo a mim mesma que superei, que consigo até ouvir “sorri, sou rei”, mas a verdade é que meu coração tropeça em memórias. Nunca imaginei que viraríamos um clássico amargo: “somos estranhos de novo, mas agora com memórias”. Tentar transformar o “a gente” em poesia é como tentar segurar água com as mãos — cada verso escapa, e cada lembrança me corta. Obrigo-me a te esquecer, mas é como arrancar pétalas de um jardim que eu mesma plantei: dói, dói a cada pedaço que cai, e ainda assim, as raízes continuam ali, sussurrando teu nome entre as sombras do fim.
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Apr 7
Apr 7, 2026 at 6:24 PM UTC
sombras
Eu tinha um mundo inteiro pra te contar, cheguei a rabiscar cada segredo em páginas que o vento levou. Estraguei tudo antes mesmo de ter a chance de falar, mas sei… foram as mãos de Deus guiando cada passo meu. Você me era permitido, mas não me cabia. Por que demorei tanto pra ver? Teríamos poupado o coração de tanto frio. Com outra garota, viva os planos que fizemos em silêncio, ela seguirá caminhos que talvez eu não alcance. Cada sonho de casamento, cada saidinha, cada roupa combinando… ainda florescerá, mas em outro jardim, sob outro céu. Sorrio com o que rolou, porque nunca imaginamos que o amor que chamávamos de “nosso” teria fim. Viva cada instante, não olhe para trás, não carregue a “gente” nas lembranças. Não quero ser sombra no seu futuro, mas peço, leve comigo um pedaço da nossa conexão… ela sempre encontrará seu caminho, mesmo que seja em silêncio, mesmo que seja distante, mesmo que seja apenas memória doce nos cantos do coração.
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Apr 7
Apr 7, 2026 at 6:22 PM UTC
o que ficou
daqui há alguns anos eu vou lembrar de nós e pensar “o que a gente poderia ter sido?” e sempre existirá essa curiosidade que me afogará em dúvidas e me sufocar em memórias. a gente deixou de regar a semente, mas ela poderia ter sido a flor mais encantadora do jardim que sonhávamos em contruir mas a rosa morreu. eu deixei-a morrer. mas você arrancou as pétalas. era só ter deixado a rosa quieta, mas você a cutucou. e então, desistimos de plantar. talvez seja melhor assim, mas dói ver o que restou, e imaginar o quão radiante poderia ter sido a luz da nossa eterna rosa, que o sol levou
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Apr 7
Apr 7, 2026 at 6:17 PM UTC
O Jardim Que No Cresceu