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danielle-furtado
danielle-furtado
"We don't read and write poetry because it's cute. We read and write poetry because we are members of the human race. And the human race is filled with passion."
Nunca foi tao confortável estar viva Nem mesmo no pior dos meus dias Quero estar longe de voce E quando o faço é somente para te proteger de mim Meus dias bons sao valiosos portanto seus Nao quero mais desperdiçá-los procurando ou com sorte encontrando Outra pessoa que me entenda como entende-me Nem meu amigo mais antigo saberia dizer Exatamente o que eu preciso O amor é egocentrico Amo-te porque entende-me Mas meu amor também é altruísta Amo-te porque conheço-te Entendo-te Leio-te Escuto teus medos e guardo os segredos Até nao caber mais em mim Ao te conhecer nasci Nao de novo, mas pela primeira vez E eu nao quero mais morrer
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Aug 3, 2017
Aug 3, 2017 at 12:00 AM UTC
Newborn
Desisto de te desistir Várias foram as tentativas de destruir possibilidades Enfeitadas com piadas e um pouco de dor natural do amor (e de mim) Mas gentilmente barradas por ti Sem esforço ou cansaço Natural e fácil Não como se nos conhecêssemos há muito mais tempo Mas como se tivéssemos tempo a perder E com prazer perco a hora esperando entardecer na tua íris Subitamente invadida pela ideia de que não queria estar em nenhum outro lugar Já não luto contra Aceito Deixo entrar
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Apr 27, 2017
Apr 27, 2017 at 12:58 AM UTC
I Will Follow You Into The Dark
Tenho medo o tempo todo Medo de salas de aula Escritórios De atravessar a rua Bancos De esperar o ônibus Da rua escura, do beco De ser passageira num carro que vai bater Ou ver quem amo morrer Tenho medo porque amo tudo descontroladamente Amo até o ódio que cria em mim rebeldia Que me faz desafiar os dias Tenho medo do tempo De te esperar na fila do cinema e você finalmente decidir que não é a mim que quer para ti Apavoro só com o pensamento de voltar para casa com outra frustração Eu não aguentaria, tenho medo de não aguentar Tenho medo do abandono Dos olhares Até de altares Que me lembram o medo de infância de que talvez houvesse um demônio em mim Um medo neurótico, paralisante Que nem por um instante Me deixa refletir quem sou
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Apr 14, 2017
Apr 14, 2017 at 9:13 PM UTC
Sobre Medo
Tenho acreditado por tanto tempo que tudo de errado e ruim que sinto se esvairia quando encontrasse alguém que quisesse passar noites em claro fazendo nada ao meu lado, e que isso fosse o suficiente, que eu fosse o suficiente. Já experimentei esse sentimento e por mais que repita incontáveis vezes o quanto me quer ali, o sentimento não vai embora; De repente sinto o impulso de me levantar e ir embora sem dizer adeus, e nunca, nunca mais, ouvir de você ou deixar que ouça de mim. São as pequenas mortes como essas que me mantiveram viva até agora, não quero ser real. Me desculpe por todos os olhares, dedos entrelaçados, e promessas não ditas mas subentendidas. Me desculpe antecipadamente se eu tiver que ir embora em algumas semanas ou meses, ou dias. Amanhã, talvez. Quando eu estiver em silêncio, segure-se, segure-me.
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Apr 9, 2017
Apr 9, 2017 at 6:19 PM UTC
smother
Acontece o tempo todo. Sinto meu estômago embrulhar como alguém que acaba de sair de uma montanha russa, e isso é uma analogia perfeita já que vou de total satisfação à vazio completo em três tragadas num cigarro ou menos. Não importa com quem ou onde eu esteja, é hora de trocar de música, fixar o olhar no nada para tentar sacudir o vazio pesado que repousa sobre meu peito, como se tivesse me engolindo, mas de dentro para fora. Logo me sinto vulnerável, como se tivesse uma ferida aberta e necrosada no meu âmago e todos pudessem ver através de mim, como se meus olhos contassem meus segredos, as vontades que tive e tenho de me atirar em frente a um ônibus em movimento, então volto a mim geralmente com a pergunta de alguém que gosto questionando se está tudo bem, digo que sim, que estou com sono, cansada, o que não deixa de ser verdade, eu realmente estou cansada. Eu sempre sinto que preciso ir embora, afinal. Mesmo estando em minha casa quero ir embora, para onde?! Desconheço lugar no mundo e na história que me faria sentir em casa. Desconheço o abraço que me faria sentir que pertenço, ou que me querem ali. Então digo que estou atrasada, que sinto muito, que cancelo os planos, que estou doente, que tenho que estudar, peço licença e me retiro, volto pro conforto de estar triste e sozinha, sem precisar esconder o olhar vazio encarando o vazio, e esse é o melhor que posso fazer.
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Apr 2, 2017
Apr 2, 2017 at 5:53 PM UTC
Âmago
Ninguém pode aliviar a tristeza que sinto ou me lembrar do que era antes de ser tudo isso sou retalhos do que nunca fui do que queria ser uma sucessão incansável de quases de despedidas de esquinas que me lembram os piores dias da minha vida há algo que me afasta de mim um peso em cima do meu peito que não me deixa sair nada grita mais que o silêncio entre as músicas que escolho pra dormir e eu dormi a vida inteira
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Nov 1, 2016
Nov 1, 2016 at 5:46 PM UTC
Spleen
Acorda e já não sabe quem é, mas que diferença faz quando não se quer ser alguém? O cigarro queima enquanto pensa em respostas para a vida, meio dia. A fumaça preenche o vazio e alivia a ânsia que as dúvidas causam, enjoada pela própria ignorância, por mais que tente saber tudo, não sabe nada. Então percebe todas as pessoas indo aos seus destinos, como fantasmas, ninguém as nota, nem elas mesmas, é tudo automático e ninguém realmente sabe o que está fazendo. Qualquer obstáculo no caminho para o trabalho é razão para dizer que o dia foi terrível, pois digo que terrível é fazer o mesmo caminho todos os dias, voltar para casa e receber o olhar frio das pessoas que também tiveram um dia "terrível". O cigarro está quase no fim e acende outro logo em seguida, morrer cedo não é problema para alguém assim, então pensa em por que as pessoas querem envelhecer se todos os dias delas são iguais, semanas redundantes que se transformam em anos redundantes, vidas irrelevantes. Todos estão correndo para pagar seus impostos, todos estão preocupados em comprar móveis novos para suprir uma casa cheia de solidão. Uma televisão enorme ligada para o nada, fingir que não estamos sozinhos. Todos com tanto medo de irem contra o fluxo, gente desinteressante que acha o interessante esquisito. Gente que morre sem ler poesia.
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Aug 22, 2014
Aug 22, 2014 at 8:53 AM UTC
A Mesmice de Dias Diferentes
Pior do que a certeza de que morreu, é a dúvida disso. Não posso provar sua existência, já é memória em fragmentos. Vida sua que mudou a minha Cheia de histórias, ideologias Você que vem cheio de defeitos e perfeições Eu tão impotente Minhas palavras, todas tiradas dos teus poemas Teu sotaque, uma voz imaginada Que obra de arte eram teus olhos Feitos de um azul-convite E eu aceitei.
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Aug 21, 2014
Aug 21, 2014 at 10:31 AM UTC
Ode ao Jimmy
There's a breeze coming from the window The cold gives me chills, goosebumps My hair is ice now Ignoring all the reality noises that comes from the kitchen The wind feels like home Maybe because it has the same temperature of my heart Put my body against the window, it's never close enough The sky was dark blue when I started writing this, now it's totally black There is no stars, I can't see the moon Maybe death is just like that, in a blink of an eye you're gone There's no stars, no moon, no noises, no kitchen, no window, just wind You close your eyes and for the last 3 seconds of life You finally can feel something true You finally see something beautiful Something that is worth telling others Something that would inspire the whole world You see how beautiful the end is, but the end ends too fast It's too late. And there's no breeze coming from the window for you anymore.
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Jun 20, 2014
Jun 20, 2014 at 5:54 PM UTC
The Death Breeze
The razor I  keep inside my pocket Keeps me away from losing control Even though if you keep a razor in your pocket It means you've lost control a very long time ago The days come and go as I rise from the dead Classic music makes me forget the secrets all the secrets I keep behind my teeth and the lies I told the ones who care And as I travel to another century My soul is filled with pure joy and I know no pain There is no razor, there is no blade Suddenly I have a princess dress and zero scars to be ashamed "How long will it last this time?", I ask myself And answering my question, the song ends The walls of the castle I made starts to fall The wind in my hair now is just a blow And I start the music over again
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Jun 17, 2014
Jun 17, 2014 at 1:29 PM UTC
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