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autoleniencia
autoleniencia
perfura-me os olhos perpétuo motor da sombra há tempo o que move esta senda é o regurgitar do vômito por obsessiva garganta de um estômago de Cronos entremeia com violência o claro e escuro invalida pupilas uma vez ágeis até que Sacra Dualidade seja conjunto vazio e nega dadas respostas e insiste que são impossíveis questões num antigo e ébrio laço encerra o deísmo em ti mesmo macromania moral macerada em fermento que tem por Sol os teus olhos perfura-o pois e encerra, agora, suserano da perspectiva
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May 29, 2016
May 29, 2016 at 9:18 PM UTC
Vassalo
Macia tua carne negra Fora, borracha Emputrefa, dentro Exausta estás Ensimesmada em tua idiossincrasia Pelo gosto do vermelho Ou ódio seria? Não sabes Resiste e sofre Mas gargalha estridente Porque Desgraça é teu nome Dos outros está para todos De mim, para mim inteiro Insaciável engole-me assim Mas regurgita e berra A desejar em segredo Seu último fim Contrastes se calam No teu ***** e no meu Nessa dança macabra De uma pessoa só
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Nov 23, 2015
Nov 23, 2015 at 8:55 PM UTC
A Outra
Pedi à lua e ela respondeu Descubro Agora Em mim mesma A fonte Sou filha de Lua Mercurial E rejo aqui na Terra em nome de Marte Pelos dois pólos: -  + E marte, meu fiel guia, é bom professor Conserva seu preciosismo dotado talvez de pragmatismo maior àvesso às morozidades da água que agora secam na terra. Conservo o meu poema Meu espírito O construto O que tu me destes em tua visão Conservo meu falo, Pois em mim Marte grita: À Glória!
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Oct 27, 2015
Oct 27, 2015 at 2:43 AM UTC
Feliz Aniversário, Escorpiana
A sala inerte é o meu reino: Quente, estranho Num cheiro de fel e sêmen que desidrata todo alvéolo são E Eu sou o diabo: Frio, habitual Condenado à prisão da luxúria, da lombeira Espasmado engasgo-me no meu retrato de LCD Nos botões do controle remoto Nos meus olhos que coçam, pois não vejo E como se só, já não bastasse o inferno Os anjos com metralhadoras eretas Vêm consumar o meu desleixe Pois como mago que sou Desarmo-os com meu falo movido a pilha E rio-me de tristeza, pois era a guerra que eu ansiava Rendidos, entram pela porta dos fundos Trêmulos, sentam-se ao meu lado no sofá E carnudos, macios e úmidos e corruptos se convertem Porque Eu quero.
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Jun 2, 2015
Jun 2, 2015 at 10:29 PM UTC
A Orgia Ociosa
Nem todo um é tudo E nem todo tudo é um Se e somente se nascido da Mãe O um é um
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Jun 1, 2015
Jun 1, 2015 at 11:16 PM UTC
Integridade
Consuma-me com tua fumaça tóxica Memória física que assombra minhas noites Queima tua poeira E livra-me desse espirro reprimido que deforma meus miolos Controla-te
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Jan 21, 2015
Jan 21, 2015 at 3:10 AM UTC
Rendição
Com esforço, entoa seu grunhir A orquisa que um dia bela Agora, recorda o imundo tapir Seu tom jamais muda Pois incapaz, surda, não se escuta Nem som, nem sentidos Então, ela entoa o grunhir E caga à revelia Fende a ****** Macula, em pânico, seus lençóis Seus ares E os dos outros.
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Nov 21, 2014
Nov 21, 2014 at 6:52 PM UTC
Orquisa amarela
Meus olhos se encharcam de vermelho E respiro o silêncio artificial da tarde, naquele santuário abandonado, em meio aos destroços A tormenta do viver é a consciência dos sentidos que me dispersa. Então, como bom hedonista, a fuga que encontro é o dispersar-se de si. Medroso, adormeço. Três vezes acordo e três são as minhas tentativas desconfortáveis do folhear de páginas uma vez já lidas. Diferente disso é morrer E morrer não quero jamais Não vou.
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Nov 15, 2014
Nov 15, 2014 at 4:46 PM UTC
Coágulo
Os odores retorcidos da pele Perdem-se na ambiguidade Das gônadas Do meu pensamento Respiro a mim mesmo E regozijo da auto-hipnose Cuidadosamente elaborada pela metade da última década Olho-me no espelho e desejo ser Deus Estóico A observar o escorrer da tarde Mas quando o suor frio me desperta Sinto o calor que transforma percorrer minhas entranhas Eu sou homem, sou mulher Sou nada e sou o mundo. Ser Deus não tem a mínima graça.
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Oct 13, 2014
Oct 13, 2014 at 5:10 PM UTC
Syzygy
Tuas parcas impressões não me comovem Irrito-me a cada interrupção gentil que tu fazes e Devoro a mim mesmo em lúgubre fome, A lamentar o que de bom poderia ter feito Se e se Mas Às três da tarde Apodreço numa cadeira áspera Quase tão fétido quanto a fruta do vômito Passada do ponto de colheita Às cinco da tarde Eu já sou molho estragado Setenta por cento aglomerado literal de leucócitos degenerados Pus integral Ao cair do sol, Sou um alface hidropônico Pronto para ser vendido, lavado e comido por ti Interruptor imbecil. Voltar-me-ei ao mar Ao esgoto Num estado de paz surda A solidão é um inspirar sufocado Sufoca Oxida as ideias É tortura comodamente induzida Se hoje fervilho, é sorte Pura boa-aventurança; Pois do profundo cócito Fui e voltei E cá estou Inteiro Longe dos dentes de Deus.
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Sep 28, 2014
Sep 28, 2014 at 5:16 AM UTC
Motivos empáticos