"O que o amor vira quando chega ao fim?"
Uma pergunta difícil de se responder
É tipo "qual a imensidão dessa vasto universo?"
Quem responderia assim de cara?
Muitos iriam dizer
"Ódio"
"Trauma"
"Insegurança"
"Dor"
E para o universo
"Infinito"
É realmente algo complexo
E as vezes não tem fim
Aceitar o fim é diferente
De um amor acabado
Se é amor
Não tem como terminar.
May 17
May 17, 2026 at 12:51 AM UTC
Ás vezes, você vai precisar seguir em frente sem receber respostas, pedidos de desculpas ou explicações.
Vai precisar seguir sem entender o que aconteceu...Você vai ter que se desprender da necessidade de tentar entender o que levou o outro a tomar tal atitude. Pegar o restinho de amor-próprio que te restou e ir seguir.
Há dúvidas que a falta de resposta já é uma resposta.
May 17
May 17, 2026 at 12:47 AM UTC
Queridos 20 anos.
Me lembro dos exatos 15, e nele dos meus exatos 12 anos.
Me lembro de sonhos impossíveis, mas engraçados.
Me lembro de ver tudo com outros olhos, sem maldade, sem perversão.
Me lembro que o talvez não era possibilidade e sim invenção.
Queridos 20 anos.
Hoje fico com as memórias, de toda trajetória até aqui.
Relembro o passado como aprendizado, e com memórias únicas de pessoas que nunca mais voltaremos a ver.
Então queria deixar um recado para meu eu do passado.
-Querida eu, uns vão embora rapidamente, e outros ainda ficam, mas com os resquícios de um "talvez", isso não significa que deva parar sua vida, e sim segui-la, aprendizados sempre são bem-vindos.
May 17
May 17, 2026 at 12:40 AM UTC
Caos.
Amor.
Mentiras.
Lutas.
Esperanças.
Como se conectam em tão pouco tempo?
Caos do amor.
Amor de milésimos.
Mentiras continuas.
Luta por algo acabado.
May 17
May 17, 2026 at 12:29 AM UTC
Se eu pudesse escrever um poema sobre o que sinto todas as vezes seria como:
A visão turva de meus olhos,
Como os tremores psicogênicos que ressoam pelos meus ossos,
Como as lagrimas salgadas que caem
Em meus lábios sangrentos e profanos,
Assim como meus pulsos cortados,
O sangue ao lodo,
E meus eternos dias contados.
May 14
May 14, 2026 at 11:06 PM UTC
Eu sabia.
Sabia que não havia mais nada.
Eu sabia.
Que não poderia te amar.
Eu sabia.
Que tudo que eu fizesse seria uma perda de tempo.
Eu sabia.
A sua decisão, sua ação.
Eu sabia.
Antes mesmo de escutar isso vindo de você.
Eu sabia.
Que não adiantava mais te amar.
Todos sabiam.
Mas eu preferir me cegar.
May 14
May 14, 2026 at 11:00 PM UTC
Quando consentimos que precisaríamos ficar distantes um do outro, foi aí que eu me perdi.
E com o tempo aprendi a encarar, a admitir minhas escolhas precipitadas, com consequências sempre nefastas.
Eu fui a grande responsável por deixar tudo ruir.
Mas não existe conserto para o passado, eu fiz quase tudo errado, dói não te ter aqui ao lado, pequei-me por ter ignorado o amor que até hoje sinto por ti.
May 14
May 14, 2026 at 10:57 PM UTC
Sem respostas.
Sem palavras.
Sem conversas.
Sem sentimentos.
Sem amor.
Sem você.
May 14
May 14, 2026 at 10:53 PM UTC
Já não pego mais o trem para o centro da cidade, já não uso mais aquele elevador, já não sou mais sua prioridade.
Já não me jogo naquela cama de casal, já não te ajudo mais a fazer a comida, já não te escuto pedindo para colocar sal.
Afinal, ontem a noite você pegou muito pesado...
Ontem a noite vi que estava cansado desse vai e volta, ontem a noite você decidiu que seria o fim o foi.
Você sabe que a gente não tava legal, esse medo acabou comigo e acabou com esse casal que já não estava agindo normal.
Não me arrependo de seguir sua decisão, e sei que você espera que eu entenda sua decisão, espere que eu entenda o porque do seu desistir.
Meus sentimentos continuam os mesmo por ti, isso fode um pouco.
Fica complicado para eu seguir.
Mas logo você vai achar alguém melhor que eu, alguém que vai te fazer esquecer do que doeu.
Então nossas conversas vão acabar, virei você parti e entenderei como um ponto final para nosso fim.
Talvez você sentira falta dos meus gatos, dos sorrisos roubados que sempre via ao proferir bobas palavras.
Porque eu vou sentir falta das suas piadas, do seu cheiro, e principalmente do seu jeito...
Espero que eu aguente, espero que eu aguente ficar sem seus carinhos.
Sem as mensagens de bom dia, sem os mimos depois de um dia de correria.
Você era bom demais para mim, nossas brigas já previam o fim, mas o que eu fiz proferiu a palavra final a uma história de um quase final feliz.
Aliás, desculpa por estragar seu dia!
Alguma hora isso vai passar, eu sei que vou entender.
Talvez, quem sabe, algum dia a gente volte a se ver.
May 14
May 14, 2026 at 10:46 PM UTC
Uma verdade dolorosa: Aquele que eu teria amado amar em seus dias felizes de sábado, angustiantes de domingo e apáticos de segunda, talvez não existia mais.
Eu estou em todos os lugares, aqui acolá, jogando-me nas mais diversas experiências enquanto enquanto finjo que é tipo de coisa que faz parte da minha personalidade. Enquanto finjo que não me importo em estar sozinha.
A verdade é que eu me importo.
Sou a pessoa mais acomodado de todas (que eu conheço). Barriga cheia de migalhas de tudo aquilo que nunca recebeu. É até simples: Busco tranquilidade, alguém para pentear meu cabelo e me animar. Desaprendi. É tão patético que não tenho coragem de falar nada disso em voz alta para não ter a chance de me ouvir.
Em todos os lugares que mitiguei um pouco de dor de estar só, buscando imergir na loucura das experiências humanas, não encontrei o meu ponto final.
Todo dia é segunda-feira, início, por mais que não seja. A certeza de que o tempo passou, rodopiou, eu vi os ponteiros!, mas ainda parece janeiro. A dificuldade de levantar da cama. Os pássaros cantando em um dia de filtro amarelo quando você parece desabar de todo o resto, tão cinza e inossa. E eu penso: Até lá, já estarei pronta o suficiente para colher o amor-próprio do pé.
No fundo eu sei. No fim eu sinto. É um aviso no rodapé da página. Talvez uma fatalidade da qual eu me acostumei: Sei que não há quem encontrar na outra ponta do fio atado ao meu dedo, porque ela não existe mais.
Ponto.
De segunda a segunda, a certeza se amontoa como pilhas pesadas, é difícil não chorar, muito menos evitar quando a minha verdade me faz visita em todo tipo de circunstância. É mais fácil encará-la todos os segundos do dia, vigília de quem assumo a risco de parar algo em seu princípio, a esquece-lâ, porque o seu retorno repentino é sempre a pior do que o desgosto de saber que se aproxima a largos passos.
Enfim: Resta eu me amar. Sobra, inevitável.
E eu não sei fazer isso.
Os meus dedos tocam em algum lugar, eu arqueiro e espremo os olhos, mas meu corpo não responde. A dança solitária em meio à noite chuvosa parece engolir tudo o que resta de mim. Afundo-me nos livros, nas máscaras de pepino, nas conversas na vela aromática acesa desde às 18h:47, e em encontros desconhecidos sem medir o risco a que me coloco. Todo dia é um novo início, uma nova tentativa.
Todo dia é segunda-feira, parece segunda-feira, ter cor segunda-feira.
Por um momento, pergunto-me se aquele que eu amaria também se sentia assim. Enxergava assim. Vivia assim. Se sim, éramos um caso perdido antes mesmo do inicio de segunda.
May 13
May 13, 2026 at 10:55 PM UTC
